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BibliotecaIdeias para consultar quando você quiser entender alguma coisa.

Aqui estão reunidos os autores, os conceitos, as leituras comentadas e as apostilas que atravessam as formações do Laboratório. Procure por um nome, uma ideia ou um tema e siga o fio até a fase em que ele aparece.

Materiais reunidos na Biblioteca

Tipo

Tema

96 materiais

Autoria Marco regulatório brasileiro Lei 13.019/2014. Parcerias entre Estado e sociedade civil

MROSC — Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil

Como funciona

Estabelece chamamento público, termo de fomento, termo de colaboração e acordo de cooperação, com regras de seleção e prestação de contas.

Por que importa

É o terreno legal concreto em que qualquer coletivo brasileiro pisa ao buscar recurso público.

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Gestão e avaliação
Abrir a ficha de Marco regulatório brasileiro
Autoria W. K. Kellogg Foundation 2004. Modelo lógico

Logic Model Development Guide

Como funciona

Formaliza a cadeia insumos, atividades, produtos, resultados e impacto em um diagrama único que organiza o projeto inteiro.

Por que importa

É o formato que a maioria dos editais espera, mesmo quando não usa esse nome.

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Gestão e avaliação
Abrir a ficha de W. K. Kellogg Foundation
Autoria Fernando Tenório —. Gestão social

Gestão de ONGs: principais funções gerenciais (1997)

Como funciona

Sistematiza planejamento, organização, direção e controle adaptados a organizações da sociedade civil brasileiras.

Por que importa

Traduz vocabulário de administração para a escala e a cultura dos coletivos locais.

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Gestão e avaliação
Abrir a ficha de Fernando Tenório
Autoria Domingos Armani —. Projeto como processo

Como Elaborar Projetos? (2003)

Como funciona

Referência brasileira sobre desenho de projetos sociais: da leitura de realidade ao marco lógico, com atenção ao contexto de organizações pequenas.

Por que importa

É o manual mais próximo da realidade de coletivos comunitários brasileiros que enfrentam editais pela primeira vez.

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Gestão e avaliação
Abrir a ficha de Domingos Armani
Autoria Amartya Sen 1933–. Capacidades

Desenvolvimento como Liberdade (1999)

Como funciona

Desenvolvimento é a expansão das liberdades reais das pessoas para escolher a vida que têm razão de valorizar — não o aumento de renda em si.

Por que importa

Oferece o critério último de avaliação: o projeto ampliou as escolhas possíveis de alguém, ou apenas entregou bens?

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Sociedade
  • Filosofia
Abrir a ficha de Amartya Sen
Autoria Robert Chambers 1932–. Avaliação participativa

Whose Reality Counts? (1997)

Como funciona

Inverte quem define os critérios de sucesso: os indicadores que importam são os que a própria comunidade reconhece como sinais de mudança.

Por que importa

Evita o projeto aprovado nos números do financiador e reprovado na percepção de quem vive no território.

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Gestão e avaliação
  • Território e comunidade
Abrir a ficha de Robert Chambers
Autoria Carol Weiss 1926–2013. Avaliação baseada em teoria

Evaluation (1972)

Como funciona

Avaliar não é só verificar se funcionou, mas testar a teoria implícita que explicava por que deveria funcionar.

Por que importa

Transforma o fracasso em informação: saber onde a cadeia se rompeu vale mais que saber que não deu certo.

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Gestão e avaliação
Abrir a ficha de Carol Weiss
Autoria Michael Quinn Patton 1945–. Avaliação orientada ao uso

Utilization-Focused Evaluation (1978)

Como funciona

A qualidade de uma avaliação se mede pelo uso que dela se faz; por isso define-se antes quem vai usar o resultado e para decidir o quê.

Por que importa

Impede o relatório de avaliação que ninguém lê e que existe apenas para cumprir cláusula contratual.

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Gestão e avaliação
Abrir a ficha de Michael Quinn Patton
Autoria Peter Drucker 1909–2005. Missão como critério de gestão

Administração de Organizações sem Fins Lucrativos (1990)

Como funciona

A organização social não tem lucro para orientá-la; por isso a missão declarada precisa funcionar como filtro concreto de decisão sobre o que fazer e o que recusar.

Por que importa

Dá o instrumento para dizer não a oportunidades atraentes que desviariam o coletivo do que ele existe para fazer.

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Gestão e avaliação
Abrir a ficha de Peter Drucker
Autoria bell hooks 1952–2021. Pedagogia engajada

Ensinando a Transgredir (1994)

Como funciona

A sala — ou a roda — é lugar de risco compartilhado: quem conduz também se expõe, e a voz de cada um é condição do aprendizado coletivo.

Por que importa

Define uma ética de facilitação: não há espaço seguro sem que quem coordena também esteja vulnerável.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Educação
  • Cultura
Abrir a ficha de bell hooks
Autoria Erica Chenoweth 1980–. Eficácia da resistência civil

Why Civil Resistance Works (2011), com Maria Stephan

Como funciona

Análise de centenas de campanhas mostra que as não violentas foram historicamente mais bem-sucedidas — sobretudo por conseguirem participação mais ampla e diversa.

Por que importa

Substitui a defesa moral da não violência por um argumento também estratégico, útil em assembleia.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Sociedade
  • História
Abrir a ficha de Erica Chenoweth
Autoria Gene Sharp 1928–2018. Poder como obediência

The Politics of Nonviolent Action (1973)

Como funciona

Nenhum poder se sustenta sem cooperação; retirá-la de forma organizada, por métodos não violentos catalogados, o enfraquece.

Por que importa

Amplia o repertório muito além do abaixo-assinado e da manifestação.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Sociedade
  • História
Abrir a ficha de Gene Sharp
Autoria Roger Fisher e William Ury 1922–2012 · 1942–. Negociação por princípios

Como Chegar ao Sim (1981)

Como funciona

Separar as pessoas do problema, focar em interesses e não em posições, criar opções de ganho mútuo e usar critérios objetivos.

Por que importa

Converte impasse em acordo sem exigir que o lado mais fraco simplesmente ceda.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Comportamento
  • Linguagem
Abrir a ficha de Roger Fisher e William Ury
Autoria Saul Alinsky 1909–1972. Organização comunitária

Rules for Radicals (1971)

Como funciona

Poder organizado se constrói com autointeresse declarado, vitórias pequenas e cumulativas e pressão sobre alvos específicos.

Por que importa

Traz realismo à mobilização — e um debate ético necessário sobre até onde vão os meios.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Sociedade
Abrir a ficha de Saul Alinsky
Autoria Marshall Ganz 1943–. Narrativa pública

Public Narrative, Collective Action and Power (2011)

Como funciona

História de mim, história de nós e história do agora convertem valores em emoção e emoção em ação com pedido concreto.

Por que importa

É a ponte direta entre o Módulo 1 e a mobilização: a própria história vira instrumento político legítimo.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Linguagem
  • Sociedade
Abrir a ficha de Marshall Ganz
Autoria Sam Kaner 1951–. A zona do gemido

Facilitator's Guide to Participatory Decision-Making (1996)

Como funciona

Entre a divergência inicial e a convergência final existe um período confuso e desconfortável, que precisa ser atravessado, não abreviado.

Por que importa

Explica por que reuniões que decidem rápido decidem mal — e por que facilitar é sobretudo sustentar o desconforto.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Comportamento
Abrir a ficha de Sam Kaner
Autoria Bruce Tuckman 1938–2016. Estágios de desenvolvimento de grupo

Developmental Sequence in Small Groups (1965)

Como funciona

Grupos atravessam formação, tormenta, normatização, desempenho e encerramento; pular a tormenta apenas a adia.

Por que importa

Tira a culpa pessoal do conflito interno: brigar na segunda fase é previsível, e fugir dela adoece o coletivo.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Comportamento
Abrir a ficha de Bruce Tuckman
Autoria Kurt Lewin 1890–1947. Pesquisa-ação e dinâmica de grupo

Action Research and Minority Problems (1946)

Como funciona

Ciclos de planejar, agir, observar e refletir, feitos pelo próprio grupo, produzem mudança e conhecimento ao mesmo tempo.

Por que importa

Dá a arquitetura de qualquer projeto comunitário sério: nenhuma ação é final, toda ação é rodada de aprendizagem.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Comportamento
  • Psicologia
Abrir a ficha de Kurt Lewin
Autoria Marshall Rosenberg 1934–2015. Observação, sentimento, necessidade, pedido

Comunicação Não-Violenta (1999)

Como funciona

Separar fato de julgamento e emoção de acusação permite chegar à necessidade em jogo, que é o único terreno onde há acordo possível.

Por que importa

É a ferramenta de uso diário do trabalho comunitário: reunião tensa, cobrança entre pares, conversa com quem decide.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Comportamento
  • Linguagem
Abrir a ficha de Marshall Rosenberg
Autoria Elinor Ostrom 1933–2012. Recursos de uso comum; Princípios de governança dos comuns

Governing the Commons (1990)

Como funciona

Comunidades conseguem gerir bens compartilhados de forma sustentável quando criam regras próprias, monitoramento e sanções graduais.

Por que importa

Desmente a ideia de que só o Estado ou o mercado dão conta do que é de todos. A praça, a horta e o poço podem ser autogeridos.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe

Governing the Commons (1990)

Como funciona

Fronteiras claras, regras locais, decisão coletiva, monitoramento, sanções graduais e resolução barata de conflitos permitem gerir bens compartilhados sem privatizar nem estatizar.

Por que importa

É o desenho institucional de qualquer coletivo que precisa durar mais que a energia de seus fundadores.

Estudado em Módulo 4, Avaliar para aprender
  • Gestão e avaliação
  • Território e comunidade
Abrir a ficha de Elinor Ostrom
Autoria Steven Lukes 1941–. As três dimensões do poder

O poder: uma visão radical (1974)

Como funciona

Poder é vencer a decisão, mas também controlar o que entra em pauta e, no limite, moldar o que as pessoas julgam possível desejar.

Por que importa

Ensina a procurar o poder onde ele não aparece: no assunto que ninguém levanta e na resignação tratada como bom senso.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Sociedade
  • Filosofia
Abrir a ficha de Steven Lukes
Autoria John McKnight 1931–. Desenvolvimento baseado em ativos

Building Communities from the Inside Out (1993), com Kretzmann

Como funciona

Substitui o mapa de carências por um inventário de dons, associações, instituições, espaços e economia local já existentes.

Por que importa

Vira a mesa do diagnóstico: a comunidade deixa de ser lista de problemas e vira estoque de capacidades subaproveitadas.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Território e comunidade
Abrir a ficha de John McKnight
Autoria Robert Putnam 1941–. Capital social

Comunidade e Democracia (1993)

Como funciona

Confiança, normas de reciprocidade e redes de engajamento cívico tornam as instituições mais eficazes; distingue laços de ligação e de ponte.

Por que importa

Mostra que investir em convivência não é perda de tempo: é infraestrutura invisível de qualquer política pública.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Sociedade
  • Território e comunidade
Abrir a ficha de Robert Putnam
Autoria Mark Granovetter 1943–. A força dos laços fracos

The Strength of Weak Ties (1973)

Como funciona

Informação nova circula melhor por conhecidos distantes do que por amigos próximos, porque estes já sabem o que nós sabemos.

Por que importa

Explica por que ampliar a rede vale mais do que aprofundá-la quando o coletivo precisa de oportunidade, recurso ou aliado.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Sociedade
Abrir a ficha de Mark Granovetter
Autoria Sherry Arnstein 1930–1997. Escada da participação

A Ladder of Citizen Participation (1969)

Como funciona

A participação só existe quando há redistribuição de poder; oito degraus separam a manipulação do controle cidadão.

Por que importa

Dá uma régua honesta para avaliar conselhos, audiências e consultas — inclusive as promovidas pelo próprio coletivo.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Sociedade
  • Território e comunidade
Abrir a ficha de Sherry Arnstein
Autoria Orlando Fals Borda 1925–2008. Investigação-ação participativa

Conocimiento y poder popular (1985)

Como funciona

Pesquisa e ação caminham juntas; o conhecimento produzido pertence à comunidade e volta para ela em forma utilizável.

Por que importa

Define a ética do diagnóstico: quem é pesquisado não pode ser apenas fonte de dado para relatório alheio.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Sociedade
  • Território e comunidade
Abrir a ficha de Orlando Fals Borda
Autoria Paulo Freire 1921–1997. Investigação temática; Diálogo contra extensão

Pedagogia do Oprimido (1968)

Como funciona

O trabalho começa levantando, com o povo, os temas geradores que organizam sua visão de mundo — e não com um conteúdo trazido de fora.

Por que importa

É o método do diagnóstico comunitário: ler o território com a comunidade, nunca sobre ela.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe

Extensão ou Comunicação? (1969)

Como funciona

Comunicar não é estender um saber de quem sabe a quem não sabe; é encontro mediado pelo mundo, em que ambos os lados aprendem.

Por que importa

Corta pela raiz a postura de quem chega ao território para “conscientizar” os outros — que é extensão com nome bonito.

Estudado em Módulo 3, Conflito e poder na prática
  • Educação
  • Linguagem
Abrir a ficha de Paulo Freire
Autoria Jane Jacobs 1916–2006. Olhos da rua

Morte e Vida de Grandes Cidades (1961)

Como funciona

A segurança e a vitalidade urbanas vêm da presença contínua de pessoas com motivos legítimos para estar ali, sustentada por diversidade de usos e quarteirões curtos.

Por que importa

Ensina a observar antes de intervir. Muita solução de segurança destrói exatamente a convivência que produzia segurança.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Território e comunidade
Abrir a ficha de Jane Jacobs
Autoria Henri Lefebvre 1901–1991. Espaço concebido, percebido e vivido

O Direito à Cidade (1968)

Como funciona

O espaço é produzido socialmente em três dimensões simultâneas: o plano dos técnicos, a prática cotidiana e a experiência simbólica de quem habita.

Por que importa

Explica por que um projeto tecnicamente impecável pode ser rejeitado: ele resolveu o espaço concebido e ignorou o vivido.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Território e comunidade
  • Filosofia
Abrir a ficha de Henri Lefebvre
Autoria Milton Santos 1926–2001. Território usado

A Natureza do Espaço (1996)

Como funciona

O espaço é um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações. O que interessa não é o território em si, mas o território usado — o chão mais a vida que nele se faz.

Por que importa

Impede a leitura do bairro como cenário vazio à espera de projeto. Onde há uso, já há organização, história e disputa.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Território e comunidade
  • Sociedade
Abrir a ficha de Milton Santos
Autoria Judith Butler 1956–. Performatividade

Problemas de Gênero (1990)

Como funciona

Identidades (a começar pelo gênero) se sustentam por atos, gestos e discursos repetidos — não por uma essência interna.

Por que importa

Se a identidade é performance, ela pode ser reconstruída. O protagonismo é uma performance subversiva consciente.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Filosofia
  • Cultura
Abrir a ficha de Judith Butler
Autoria Zygmunt Bauman 1925–2017. Modernidade líquida

Identidade (2005)

Como funciona

Sem referências sólidas, a identidade vira tarefa individual, frágil e atrelada ao consumo — um ciclo de desejo e insatisfação.

Por que importa

O desafio do agente de mudança é oferecer pertencimento mais sólido do que o mercado consegue vender.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Sociedade
  • Cultura
Abrir a ficha de Zygmunt Bauman
Autoria Pierre Bourdieu 1930–2002. Habitus, capitais e violência simbólica

A Reprodução (1970), com Passeron

Como funciona

A posição social se traduz em disposições duradouras (habitus) e em capitais desigualmente distribuídos, naturalizados pela escola.

Por que importa

Desnaturaliza o “peixe fora d’água”. O protagonista valida saberes da comunidade e combate a violência simbólica.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Sociedade
  • Educação
  • Cultura
Abrir a ficha de Pierre Bourdieu
Autoria Émile Durkheim 1858–1917. Socialização

Educação e Sociologia (1922)

Como funciona

A educação interioriza normas e valores da sociedade, criando o “ser social” em cada um e sustentando a coesão coletiva.

Por que importa

Lembra que nenhuma identidade nasce isolada: instituições (família, escola, comunidade) moldam o que sentimos como “eu”.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Sociedade
  • Educação
Abrir a ficha de Émile Durkheim
Autoria George Herbert Mead 1863–1931. O Self social (I e Me)

Mind, Self, and Society (1934)

Como funciona

O Self emerge do diálogo entre o “I” (impulso criativo) e o “Me” (normas internalizadas), pela interação simbólica.

Por que importa

A empatia — assumir o papel do outro — é o próprio mecanismo da identidade. O protagonista equilibra visão única e escuta do coletivo.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Sociedade
  • Psicologia
Abrir a ficha de George Herbert Mead
Autoria Lev Vygotsky 1896–1934. Mediação sociocultural

A Formação Social da Mente (1930)

Como funciona

A mente e a autoconsciência se formam pela internalização de ferramentas culturais — sobretudo a linguagem — na interação social.

Por que importa

A mudança social é coletiva. O protagonista atua como mediador: usa a linguagem para construir significados compartilhados.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Aprendizagem
  • Linguagem
  • Psicologia
Abrir a ficha de Lev Vygotsky
Autoria Jean Piaget 1896–1980. Desenvolvimento cognitivo

A Psicologia da Criança (1966)

Como funciona

A criança constrói ativamente o conhecimento em estágios, até ser capaz de pensar de forma abstrata e hipotética.

Por que importa

O protagonismo exige pensamento crítico e a capacidade de analisar problemas complexos — habilidades do estágio das operações formais.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Aprendizagem
  • Psicologia
Abrir a ficha de Jean Piaget
Autoria Erik Erikson 1902–1994. Crises psicossociais

Infância e Sociedade (1950)

Como funciona

A identidade é forjada em oito crises ao longo da vida, que constroem virtudes como confiança, autonomia e iniciativa.

Por que importa

Confiar, promover autonomia nos outros e tomar iniciativa não surgem do nada: são competências construídas (ou prejudicadas) nas crises da vida.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Psicologia
  • Comportamento
Abrir a ficha de Erik Erikson
Autoria Donald Winnicott 1896–1971. Verdadeiro e Falso Self

O Brincar e a Realidade (1971)

Como funciona

Um “cuidado suficientemente bom” permite o Verdadeiro Self. Falhas ambientais levam ao Falso Self — uma fachada adaptativa.

Por que importa

A liderança que inspira emana do Verdadeiro Self. O protagonismo baseado no Falso Self é insustentável e gera desconfiança.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Psicologia
Abrir a ficha de Donald Winnicott
Autoria Sigmund Freud 1856–1939. Desenvolvimento psicossexual

Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905)

Como funciona

A resolução dos conflitos de cada fase (oral, anal, fálica, latência, genital) molda traços inconscientes da personalidade adulta.

Por que importa

Ajuda a reconhecer padrões (dependência, controle, busca de aprovação) que pesam sobre o estilo de liderança e as relações de grupo.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Psicologia
Abrir a ficha de Sigmund Freud
Autoria Jean-Jacques Rousseau 1712–1778. A infância como fase própria

Emílio, ou Da Educação (1762)

Como funciona

A educação deve respeitar o ritmo natural da criança, protegendo-a dos vícios sociais para formar um adulto livre e autônomo.

Por que importa

Fundamenta a importância de criar ambientes (pessoais e comunitários) que respeitem a autonomia e a dignidade de cada pessoa.

Estudado em Módulo 1, As raízes da identidade
  • Educação
  • Filosofia
Abrir a ficha de Jean-Jacques Rousseau
Conceito Habitus Aparece em O eu em contexto

Habitus: um sistema de disposições duradouras — modos de perceber, sentir, pensar e agir — adquiridos sobretudo na infância, dentro de uma classe. É a “segunda natureza”: o que achamos belo ou brega, o sotaque, a postura, as aspirações. É o que nos faz “à vontade” ou “peixe fora d’água”.

Estudado em Módulo 1, O eu em contexto
  • Sociedade
  • Cultura
Abrir a ficha deste conceito
Conceito Capital cultural Aparece em O eu em contexto

Capital cultural: conhecimentos, habilidades e credenciais valorizados pela cultura dominante. Existe incorporado (no corpo e na fala), objetivado (livros, obras) e institucionalizado (diplomas). Família e escola são as principais transmissoras.

Estudado em Módulo 1, O eu em contexto
  • Sociedade
  • Educação
  • Cultura
Abrir a ficha deste conceito
Conceito Violência simbólica Aparece em O eu em contexto

Violência simbólica: o processo sutil pelo qual instituições — especialmente a escola — impõem a cultura da classe dominante como se fosse a única legítima. Os saberes das classes populares são desvalorizados. O fracasso é sentido como falta de “dom”, quando é descompasso entre habitus e o que a escola exige. A Reprodução (1970), com Passeron, descreve esse mecanismo.

Estudado em Módulo 1, O eu em contexto
  • Sociedade
  • Educação
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Leitura comentada

Bauman, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

A identidade como tarefa precária na modernidade líquida — e o consumo como falso alívio.

Leitura comentada

Bourdieu, Pierre; Passeron, Jean-Claude. A Reprodução. Petrópolis: Vozes, 1970.

Habitus, capital cultural e violência simbólica no sistema de ensino.

Leitura comentada

Butler, Judith. Problemas de Gênero. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003 (1990).

Performatividade: a identidade como efeito de atos repetidos, não como essência.

Leitura comentada

Vygotsky, Lev S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

A mente como construção social mediada pela linguagem e pela cultura.

Citada em Módulo 1, Referências e apostila
  • Aprendizagem
  • Linguagem
  • Psicologia

Apostila

Apostila completa: Protagonismo Comunitário e Social

Todos os módulos em um único PDF: os capítulos, o quadro de autoras e autores, os esquemas, o caderno de atividades com espaço para escrever e as referências comentadas.

Conceito Configuração territorial Aparece em Território, lugar e espaço vivido

Configuração territorial: o conjunto dos objetos naturais e construídos de um lugar, tomados em si mesmos. É o que aparece na foto aérea e no cadastro da prefeitura.

Estudado em Módulo 2, Território, lugar e espaço vivido
  • Território e comunidade
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Conceito Território usado Aparece em Território, lugar e espaço vivido

Território usado: essa mesma configuração somada ao uso que dela se faz. É o conceito operacional para quem atua na comunidade, porque desloca a pergunta de “o que existe aqui” para “quem faz o quê com o que existe aqui”.

Estudado em Módulo 2, Território, lugar e espaço vivido
  • Território e comunidade
Abrir a ficha deste conceito
Conceito Lugar Aparece em Território, lugar e espaço vivido

Lugar: a porção do território onde a vida cotidiana produz identidade e solidariedade. Para Santos, é no lugar que se produz a resistência possível ao que vem de longe — e por isso o lugar interessa politicamente, não apenas afetivamente.

Estudado em Módulo 2, Território, lugar e espaço vivido
  • Território e comunidade
  • Cultura
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Conceito Primeira dimensão Aparece em Poder, conflito e o que já existe

Primeira dimensão: o poder visível de vencer a decisão. Duas partes com interesses opostos disputam, e uma prevalece. É o poder da votação, do cargo, do contrato.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Sociedade
  • Filosofia
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Conceito Segunda dimensão Aparece em Poder, conflito e o que já existe

Segunda dimensão: o poder de controlar a agenda. Mais eficiente que ganhar o debate é impedir que ele exista — deixando o assunto fora da pauta, adiando a reunião, exigindo um trâmite que ninguém consegue cumprir.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Sociedade
  • Filosofia
Abrir a ficha deste conceito
Conceito Terceira dimensão Aparece em Poder, conflito e o que já existe

Terceira dimensão: o poder de moldar as preferências. O mais profundo de todos. Consiste em fazer com que as pessoas aceitem como natural, inevitável ou merecida uma situação que as prejudica. Quando ninguém reclama porque ninguém imagina que poderia ser diferente, não é ausência de conflito: é conflito vencido antes de começar.

Estudado em Módulo 2, Poder, conflito e o que já existe
  • Sociedade
  • Filosofia
Abrir a ficha deste conceito

Leitura comentada

ARNSTEIN, Sherry R. A Ladder of Citizen Participation. Journal of the American Institute of Planners, v. 35, n. 4, 1969.

Oito páginas que dão uma régua honesta para medir participação real.

Citada em Módulo 2, Referências e apostila
  • Sociedade
  • Território e comunidade

Leitura comentada

BRANDÃO, Carlos Rodrigues (org.). Pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense, 1981.

A tradição brasileira de pesquisar com a comunidade, não sobre ela.

Citada em Módulo 2, Referências e apostila
  • Sociedade
  • Território e comunidade

Leitura comentada

FALS BORDA, Orlando. Conocimiento y poder popular. Bogotá: Siglo XXI, 1985.

A investigação-ação participativa e o dever de devolver o conhecimento.

Citada em Módulo 2, Referências e apostila
  • Sociedade
  • Território e comunidade

Leitura comentada

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.

Investigação temática, temas geradores e a leitura de mundo que antecede a palavra.

Leitura comentada

GRANOVETTER, Mark. The Strength of Weak Ties. American Journal of Sociology, v. 78, n. 6, 1973.

Por que a informação nova entra pela borda da rede, e não pelo centro.

Leitura comentada

JACOBS, Jane. Morte e Vida de Grandes Cidades. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2000 [1961].

Os olhos da rua e a defesa da observação paciente contra o urbanismo de gabinete.

Leitura comentada

KRETZMANN, John; McKNIGHT, John. Building Communities from the Inside Out. Evanston: ACTA Publications, 1993.

O inventário de ativos como alternativa ao diagnóstico de carências.

Leitura comentada

LEFEBVRE, Henri. O Direito à Cidade. São Paulo: Centauro, 2001 [1968].

O espaço como produção social em três registros: concebido, percebido, vivido.

Citada em Módulo 2, Referências e apostila
  • Território e comunidade
  • Filosofia

Leitura comentada

LUKES, Steven. O poder: uma visão radical. Brasília: Editora UnB, 1980 [1974].

As três dimensões do poder, incluindo a que se disfarça de normalidade.

Leitura comentada

OSTROM, Elinor. Governing the Commons. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.

A prova de campo de que comunidades governam bens comuns quando têm regras próprias.

Citada em Módulo 2, Referências e apostila
  • Gestão e avaliação
  • Território e comunidade

Leitura comentada

PUTNAM, Robert D. Comunidade e Democracia: a experiência da Itália moderna. Rio de Janeiro: FGV, 1996 [1993].

Capital social como infraestrutura invisível do funcionamento institucional.

Citada em Módulo 2, Referências e apostila
  • Sociedade
  • Território e comunidade

Leitura comentada

SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.

A obra central: espaço como sistemas de objetos e de ações, e a noção de território usado.

Citada em Módulo 2, Referências e apostila
  • Território e comunidade
  • Sociedade

Leitura comentada

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2000.

A versão mais acessível do pensamento de Santos, boa porta de entrada para grupos de leitura.

Citada em Módulo 2, Referências e apostila
  • Território e comunidade
  • Sociedade

Leitura comentada

ALINSKY, Saul D. Rules for Radicals. New York: Random House, 1971.

O clássico incômodo da organização comunitária: poder, autointeresse e vitórias cumulativas.

Leitura comentada

CHENOWETH, Erica; STEPHAN, Maria J. Why Civil Resistance Works. New York: Columbia University Press, 2011.

Evidência comparada sobre a eficácia estratégica — e não só moral — da ação não violenta.

Leitura comentada

FISHER, Roger; URY, William; PATTON, Bruce. Como Chegar ao Sim. Rio de Janeiro: Sextante, 2018 [1981].

Interesses contra posições e a melhor alternativa em caso de não acordo.

Leitura comentada

FREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971 [1969].

A diferença entre estender um saber e comunicar-se com sujeitos.

Leitura comentada

GANZ, Marshall. Public Narrative, Collective Action, and Power. Washington: The World Bank, 2011.

História de mim, de nós e do agora: a ponte entre biografia e mobilização.

Leitura comentada

HOOKS, bell. Ensinando a Transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013 [1994].

A ética de quem conduz: não há espaço seguro sem vulnerabilidade compartilhada.

Leitura comentada

KANER, Sam et al. Facilitator's Guide to Participatory Decision-Making. San Francisco: Jossey-Bass, 1996.

A zona do gemido e o desenho prático de encontros que decidem.

Leitura comentada

LEWIN, Kurt. Action Research and Minority Problems. Journal of Social Issues, v. 2, n. 4, 1946.

O ciclo planejar-agir-observar-refletir que estrutura todo projeto comunitário.

Leitura comentada

ROSENBERG, Marshall B. Comunicação Não-Violenta. São Paulo: Ágora, 2006 [1999].

Os quatro passos e a distinção decisiva entre necessidade e estratégia.

Leitura comentada

SHARP, Gene. The Politics of Nonviolent Action. Boston: Porter Sargent, 1973.

O poder como obediência e o catálogo de métodos de não cooperação.

Leitura comentada

TUCKMAN, Bruce W. Developmental Sequence in Small Groups. Psychological Bulletin, v. 63, n. 6, 1965.

Formação, tormenta, normatização e desempenho — e por que a tormenta é inevitável.

Leitura comentada

ARMANI, Domingos. Como Elaborar Projetos? Guia prático para elaboração e gestão de projetos sociais. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2003.

A referência brasileira mais próxima da realidade de coletivos pequenos.

Leitura comentada

BRASIL. Lei nº 13.019, de 31 de julho de 2014 (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil).

O terreno legal das parcerias com o poder público: instrumentos, chamamento e prestação de contas.

Leitura comentada

CHAMBERS, Robert. Whose Reality Counts? Putting the First Last. London: ITDG Publishing, 1997.

A inversão de quem define os critérios de sucesso na avaliação.

Citada em Módulo 4, Referências e conclusão do curso
  • Gestão e avaliação
  • Território e comunidade

Leitura comentada

DRUCKER, Peter F. Administração de Organizações sem Fins Lucrativos. São Paulo: Pioneira, 1994 [1990].

A missão como critério operacional para decidir o que fazer e o que recusar.

Leitura comentada

OSTROM, Elinor. Governing the Commons: the evolution of institutions for collective action. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.

Os oito princípios de governança coletiva, com base empírica em campo.

Citada em Módulo 4, Referências e conclusão do curso
  • Gestão e avaliação
  • Território e comunidade

Leitura comentada

TENÓRIO, Fernando G. (org.). Gestão de ONGs: principais funções gerenciais. Rio de Janeiro: Editora FGV, 1997.

Vocabulário de gestão traduzido para a escala das organizações da sociedade civil.

Leitura comentada

WEISS, Carol H. Evaluation: methods for studying programs and policies. 2. ed. Upper Saddle River: Prentice Hall, 1998.

Avaliar a teoria implícita do projeto, e não apenas seu resultado final.