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Referências e apostila
Onze autores, quatro competências e um PDF para levar à reunião.
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Para quem vai facilitar este módulo, três leituras rendem mais do que todas as outras somadas: Rosenberg, para a linguagem do dia a dia; Kaner, para conduzir encontros; e Fisher e Ury, para o momento em que a conversa vira negociação.
O Módulo 4 fecha o curso tratando do que vem depois da ação: projeto, dinheiro, governança e avaliação. É a parte menos empolgante e a que mais determina se o que foi construído sobrevive ao entusiasmo inicial.
Para ir além
Por que este módulo depende do Módulo 1
Todas as ferramentas aqui pressupõem alguém capaz de identificar a própria necessidade em jogo. Quem não sabe o que está sentindo tende a usar técnica de comunicação como armadura, e narrativa pública como autopromoção. A ferramenta amplifica o que já existe — inclusive o que não foi examinado.
O debate ético sobre meios
Alinsky, Sharp e Chenoweth discordam entre si sobre o que é legítimo fazer diante de um adversário poderoso. Vale ler os três e decidir em grupo, por escrito e em tempo de paz, quais meios o coletivo adota e quais recusa. Decisão tomada no meio do conflito quase sempre é decisão tomada pelo medo.
Como usar este módulo em grupo
Funciona bem como oficina de dois encontros: o primeiro sobre comunicação e facilitação, com prática imediata em roda; o segundo sobre planejamento e conflito, usando um caso real que o coletivo esteja enfrentando naquele mês.
Bibliografia comentada
Cada referência traz o motivo de estar aqui.
ALINSKY, Saul D. Rules for Radicals. New York: Random House, 1971.
O clássico incômodo da organização comunitária: poder, autointeresse e vitórias cumulativas.
CHENOWETH, Erica; STEPHAN, Maria J. Why Civil Resistance Works. New York: Columbia University Press, 2011.
Evidência comparada sobre a eficácia estratégica — e não só moral — da ação não violenta.
FISHER, Roger; URY, William; PATTON, Bruce. Como Chegar ao Sim. Rio de Janeiro: Sextante, 2018 [1981].
Interesses contra posições e a melhor alternativa em caso de não acordo.
FREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971 [1969].
A diferença entre estender um saber e comunicar-se com sujeitos.
GANZ, Marshall. Public Narrative, Collective Action, and Power. Washington: The World Bank, 2011.
História de mim, de nós e do agora: a ponte entre biografia e mobilização.
HOOKS, bell. Ensinando a Transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013 [1994].
A ética de quem conduz: não há espaço seguro sem vulnerabilidade compartilhada.
KANER, Sam et al. Facilitator's Guide to Participatory Decision-Making. San Francisco: Jossey-Bass, 1996.
A zona do gemido e o desenho prático de encontros que decidem.
LEWIN, Kurt. Action Research and Minority Problems. Journal of Social Issues, v. 2, n. 4, 1946.
O ciclo planejar-agir-observar-refletir que estrutura todo projeto comunitário.
ROSENBERG, Marshall B. Comunicação Não-Violenta. São Paulo: Ágora, 2006 [1999].
Os quatro passos e a distinção decisiva entre necessidade e estratégia.
SHARP, Gene. The Politics of Nonviolent Action. Boston: Porter Sargent, 1973.
O poder como obediência e o catálogo de métodos de não cooperação.
TUCKMAN, Bruce W. Developmental Sequence in Small Groups. Psychological Bulletin, v. 63, n. 6, 1965.
Formação, tormenta, normatização e desempenho — e por que a tormenta é inevitável.
PDF, material principal
Apostila completa, a partir do Módulo 3
O mesmo PDF da formação inteira, aberto na página em que este módulo começa.