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Módulo 2: Onde eu estou?

0 de 7 fases concluídas

Índice do módulo: fase 7 de 7
  1. O mapa não é o território Introdução, 18 min
  2. Território, lugar e espaço vivido Capítulo 1, 30 min
  3. Ler o território com a comunidade Capítulo 2, 28 min
  4. Quem já age aqui Capítulo 3, 26 min
  5. Poder, conflito e o que já existe Capítulo 4, 26 min
  6. Caderno de atividades Prática, 40 min
  7. Referências e apostila Para continuar, 12 min

Fase 7 de 7, Para continuar12 min

Referências e apostila

O módulo inteiro cabe em um PDF para imprimir, riscar e levar para a reunião de quinta-feira.

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A bibliografia abaixo está comentada: cada obra vem com o motivo de estar aqui. Para quem vai facilitar este módulo com outras pessoas, três leituras são praticamente obrigatórias — Milton Santos, Freire e o artigo de Arnstein, que tem apenas oito páginas.

Concluindo este módulo, você chega ao Módulo 3, que trata de execução: comunicação, facilitação, planejamento e conflito. O diagnóstico só vale se virar ação organizada.

Para ir além

Anísio Teixeira e a escola no território

A Escola Parque, criada por Anísio em Salvador nos anos 1950, partia de uma leitura de território: a escola deveria concentrar biblioteca, oficinas, quadra e refeitório porque o bairro não os tinha. Era diagnóstico comunitário virando arquitetura escolar, décadas antes de o termo existir.

Leituras que se completam

Ler Milton Santos junto com McKnight produz um efeito curioso: um mostra que o território é feito de uso, o outro que o uso já é riqueza. Somados a Lukes, explicam por que essa riqueza costuma permanecer invisível — inclusive para quem a possui.

Como usar este módulo em grupo

As três atividades pedem de 90 a 120 minutos cada e funcionam melhor em dias diferentes. Entre uma e outra, deixe o material afixado em lugar de passagem: quem não estava na roda acrescenta coisas que ninguém lembrou.

Bibliografia comentada

Cada referência traz o motivo de estar aqui.

  • ARNSTEIN, Sherry R. A Ladder of Citizen Participation. Journal of the American Institute of Planners, v. 35, n. 4, 1969.

    Oito páginas que dão uma régua honesta para medir participação real.

  • BRANDÃO, Carlos Rodrigues (org.). Pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense, 1981.

    A tradição brasileira de pesquisar com a comunidade, não sobre ela.

  • FALS BORDA, Orlando. Conocimiento y poder popular. Bogotá: Siglo XXI, 1985.

    A investigação-ação participativa e o dever de devolver o conhecimento.

  • FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968.

    Investigação temática, temas geradores e a leitura de mundo que antecede a palavra.

  • GRANOVETTER, Mark. The Strength of Weak Ties. American Journal of Sociology, v. 78, n. 6, 1973.

    Por que a informação nova entra pela borda da rede, e não pelo centro.

  • JACOBS, Jane. Morte e Vida de Grandes Cidades. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2000 [1961].

    Os olhos da rua e a defesa da observação paciente contra o urbanismo de gabinete.

  • KRETZMANN, John; McKNIGHT, John. Building Communities from the Inside Out. Evanston: ACTA Publications, 1993.

    O inventário de ativos como alternativa ao diagnóstico de carências.

  • LEFEBVRE, Henri. O Direito à Cidade. São Paulo: Centauro, 2001 [1968].

    O espaço como produção social em três registros: concebido, percebido, vivido.

  • LUKES, Steven. O poder: uma visão radical. Brasília: Editora UnB, 1980 [1974].

    As três dimensões do poder, incluindo a que se disfarça de normalidade.

  • OSTROM, Elinor. Governing the Commons. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.

    A prova de campo de que comunidades governam bens comuns quando têm regras próprias.

  • PUTNAM, Robert D. Comunidade e Democracia: a experiência da Itália moderna. Rio de Janeiro: FGV, 1996 [1993].

    Capital social como infraestrutura invisível do funcionamento institucional.

  • SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.

    A obra central: espaço como sistemas de objetos e de ações, e a noção de território usado.

  • SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2000.

    A versão mais acessível do pensamento de Santos, boa porta de entrada para grupos de leitura.

PDF, material principal

Apostila completa, a partir do Módulo 2

O mesmo PDF da formação inteira, aberto na página em que este módulo começa.

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