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Módulo 2: Onde eu estou?

0 de 7 fases concluídas

Índice do módulo: fase 6 de 7
  1. O mapa não é o território Introdução, 18 min
  2. Território, lugar e espaço vivido Capítulo 1, 30 min
  3. Ler o território com a comunidade Capítulo 2, 28 min
  4. Quem já age aqui Capítulo 3, 26 min
  5. Poder, conflito e o que já existe Capítulo 4, 26 min
  6. Caderno de atividades Prática, 40 min
  7. Referências e apostila Para continuar, 12 min

Fase 6 de 7, Prática40 min

Caderno de atividades

Três instrumentos de campo. Nenhum deles funciona sozinho na mesa: todos pedem gente, papel grande e tempo no lugar.

Texto

Tamanho

100%

Letra

As atividades a seguir foram desenhadas para uso coletivo, em roda, com papel kraft e canetão. Podem ser feitas individualmente como preparação, mas o valor aparece quando várias leituras do mesmo território se contradizem — é aí que a conversa começa.

Combine desde o início o destino do material produzido. Fals Borda chamaria isso de devolução sistemática: o mapa fica com a comunidade, em lugar acessível, e não na pasta de quem facilitou.

Caderno de atividades

Os exercícios abaixo salvam o que você escrever neste navegador. Você pode baixar tudo em um arquivo de texto ao final.

Mapa falado do território

Fazer a comunidade desenhar o próprio lugar e descobrir o que a cartografia oficial não registra.

  1. Em papel grande, peça que o grupo desenhe o território sem consultar mapa nenhum. Comecem pelo que for mais importante, não pelo que for mais central.
  2. Marquem com cores diferentes: onde se encontra gente, onde ninguém vai, onde há risco, onde há beleza.
  3. Anotem horários: a mesma esquina muda de natureza entre nove da manhã e nove da noite.
  4. Comparem os desenhos de pessoas de idades diferentes. As divergências valem mais que os consensos — investiguem cada uma.

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Matriz de atores: interesse e influência

Enxergar quem já age no território e que tipo de relação existe entre eles.

  1. Liste todos os atores: pessoas, grupos informais, instituições, comércio, poder público. Não filtre nesta etapa.
  2. Para cada um, avalie de 1 a 5 o interesse no tema que vocês querem enfrentar e de 1 a 5 a influência sobre ele.
  3. Desenhe o sociograma: círculos para atores, linha cheia para aliança, tracejada para relação frágil, zigue-zague para conflito.
  4. Identifique os nós de ponte — quem transita entre círculos que não se falam. Costuma ser a peça mais valiosa e a menos reconhecida.

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Inventário de ativos da comunidade

Substituir o mapa de carências por um estoque de capacidades já existentes.

  1. Dons individuais: liste habilidades reais de moradores — costura, marcenaria, conta história, cuida de criança, entende de planta, sabe cozinhar para cem.
  2. Associações: todo grupo que se reúne com alguma regularidade, mesmo sem CNPJ.
  3. Instituições e espaços: escola, posto, igreja, quadra, salão, terreno ocioso, laje, sala de reunião emprestável.
  4. Economia local: o que se produz, se vende e se consome dentro do próprio território — e quanto disso poderia circular ali em vez de sair.
  5. Ao final, pergunte ao grupo: o que já teríamos condição de fazer amanhã, sem depender de ninguém de fora?

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Verifique sua leitura

Por que o material produzido nas atividades deve ficar com a comunidade?

A seguir: Referências e apostila